Os genes, esse legado que trazemos colado à pele

Pessoal e transmissível

A minha L. tem um sentido de humor que muitas vezes me faz esquecer aquele lado birrento e desgastante que, aos quatro anos, uma criança pode ter.  A K. (que é a mãe-espiritual descoberta há coisa de um ano, por tanta semelhança interior) sublinha-lhe sempre essa capacidade de perceber que tem graça e que consegue fazer rir os outros. Sem se rir, ela própria. Prega partidas, faz humor (negro) e hoje mesmo imitou na perfeição um jargão que ouve a toda a hora da boca do irmão. Ouvi-la cantarolar uma canção dos Leite Creme na Patilha já era bastante – para mim e para a professora de dança. Agora ouvi-la, enquanto procurava um lápis que não encontrava, desabafar um

– que favela, moço…

Foi um momento que merece ser eternizado.

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A um palmo do chão

Pessoal e transmissível

Não é por ser Carnaval, de que gosto tanto, de que voltei a gostar quando o meu filho era menino. É porque durante uns dias me vai faltar um pedaço. Meio coração, metade de mim. Os filhos crescem, sabiam? E nascem-lhe pêlos nas pernas e no corpo todo. E começam a desfazer o bigode e mudam de voz. E têm vontade própria e pedem-nos coisas. E nós fazemos e deixamos. Porque as asas são para voar. Mesmo quando os filhos são os nossos e isso nos faz andar a um palmo do chão, até que eles vão e voltem e possamos, enfim, aterrar de novo.

Don’t worry. Be happy.