O meu prédio está em obras. Desgraçadamente, desde que trabalho em casa ganhei todo um know-how de vivências que alimentavam um blogue inteiro, mas são pouco interessantes. Esta manhã acordei com o frenético ranger de ferros à janela, mais uma música de berbequim a corroer-me até a pontinha da espinha. Já sabia com o que podia contar, em matéria de classe operária. Por isso não me alimentei de nenhuma curiosidade. Sentei-me a escrever na ponta da mesa do costume, fiz os meus contactos rotineiros e continuei para bingo, que ainda me faltava aviar muitos caracteres. Até que um deles me bateu no vidro a dar ordens:

– feche as persianas, faxabor!

Expliquei que não podia fechar totalmente: primeiro porque uma delas nem sequer fecha, de todo, por obra e graça de Maria Leonor. Segundo porque precisava de alguma luz para trabalhar.

E o homem riu-se.

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